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Histórico escolar
tradução e GPA

Quando a tradução precisa ser juramentada e quando não precisa, como a sua nota brasileira vira GPA, e o que a sua escola tem que mandar junto. Com duas calculadoras para você usar agora.

70%
das candidaturas levam o School Profile da escola
3
tipos de tradução, e a régua muda por quem lê
14
elementos que um School Profile precisa ter
2
calculadoras dentro deste guia
Comece agora
Navegação

O que você vai aprender

19 seções de conteúdo prático e verificado para a sua candidatura internacional.

Seção 01

Os documentos da sua candidatura

Alguns você envia, outros só a sua escola pode enviar. Confundir os dois é o erro que mais atrasa candidatura de brasileiro.

O seu desempenho acadêmico chega ao admissor por duas mãos diferentes. Você preenche uma parte no formulário, e a sua escola envia outra parte diretamente, sem passar por você. Entender quem faz o quê evita que você fique esperando um documento que não é seu, ou que deixe de cobrar um que ninguém vai cobrar por você.

Você preenche

A seção Education

Dados da escola, cursos que você fez e está fazendo, e os campos de GPA e class rank. É a única parte que está sob o seu controle, e é onde mora a maior parte dos erros deste guia.

A escola envia

Histórico e School Report

O histórico escolar oficial (transcript) e os formulários da escola, enviados pelo coordenador, orientador ou secretaria. Você não vê, não edita e não anexa. Você só pode pedir com antecedência e explicar o que é.

A escola envia

School Profile

O documento que descreve a sua escola, e não você: escala de notas, currículo oferecido, contexto da comunidade. É ele que faz a sua nota significar alguma coisa lá fora. Tem uma seção inteira sobre ele neste guia.

Os formulários que a sua escola pode ter que enviar

Esta é a lista oficial do Common App, e cada universidade decide quais exige. Nenhuma pede todos. Vale conferir na página de requisitos de cada uma antes de mandar o coordenador preencher coisa à toa.

FormulárioQuem enviaQuando
School profileCoordenador ou secretariaUma vez, e vale para todos os alunos da escola
School reportCoordenadorJunto com o histórico, no início do processo
Counselor recommendationCoordenadorJunto com o school report
Teacher evaluationProfessorConforme a universidade exigir
Mid-year reportCoordenadorAssim que sair a nota do primeiro semestre ou trimestre
Final reportCoordenadorDepois da formatura
Early decision agreementCoordenador e responsávelSó em candidatura Early Decision
Fee waiverCoordenadorSó se você pedir isenção de taxa
Nada sai antes de você submeter

Histórico, cartas e formulários da escola só são enviados às universidades quando você submete a sua candidatura. Se o seu coordenador já preencheu tudo e nada apareceu do lado das universidades, provavelmente falta você apertar o botão.

Isenção de taxa para internacional

Você pode ser elegível ao fee waiver do Common App sendo internacional, mas cada universidade tem política própria. Quem não aceita pode cobrar a taxa depois que você já submeteu. Confirme antes de contar com a isenção.

Seção 02

Traduzir não é converter

Duas coisas diferentes que quase todo mundo mistura, e misturar custa caro.

Traduzir

Passar o documento para outra língua

O seu histórico está em português e a universidade lê em inglês. Alguém verte o texto, palavra por palavra, mantendo a sua nota como ela é. Um 8,5 continua 8,5.

Resumo

É obrigatório na maioria dos destinos, e este guia mostra quem pode fazer.

Converter

Transformar a sua nota em outra escala

Pegar o 8,5 brasileiro e dizer que ele equivale a um A- ou a um GPA 3.7. Isso é interpretação, não tradução, e quem faz é a universidade ou uma agência de equivalência.

Resumo

Serve para você se situar. Não serve para você declarar no formulário.

A REGRA QUE ORGANIZA O RESTO DO GUIA

A UC Berkeley Graduate Division escreve, com todas as letras, que nomes de diploma e notas devem ser transcritos, não convertidos, para palavras em inglês ou para as notas americanas de A a F. Ou seja: a universidade quer ver a sua nota original, na sua escala original, e ela mesma faz a conta que quiser fazer. Se você converter por conta própria e reportar o número convertido, você não está ajudando, está substituindo o julgamento dela pelo seu, e criando uma inconsistência entre o que você declarou e o que o histórico mostra.

Então por que este guia tem calculadora?

Porque saber onde você está muda decisão: ajuda a montar lista de universidades, a entender se você bate o corte de uma bolsa e a conversar com o seu orientador. A calculadora é para o seu uso, não para o formulário. No formulário vai a sua nota real, na sua escala real.

Seção 03

Juramentada, certificada ou simples

Três coisas com nomes parecidos e exigências bem diferentes. A régua não é do Brasil, é de quem vai ler.

Existe uma crença de que todo documento escolar que sai do Brasil precisa de tradução juramentada. Não é verdade, e acreditar nisso pode custar algumas centenas de reais desnecessárias. O que existe são três tipos de tradução, e cada instituição de destino escolhe qual aceita.

Tradução juramentada

Tradutor público matriculado em junta comercial
Quem fazTradutor e intérprete público concursado ou habilitado por proficiência
Fé públicaSim, dispensa reconhecimento de firma
CustoLivremente negociado desde 2022
Quando é exigidaProcessos oficiais, revalidação, visto e alguns países da Europa
Melhor para
Quando o destino exige documento com fé pública

Tradução certificada

Tradutor profissional, agência ou a própria escola
Quem fazProfissional, agência credenciada ou setor autorizado da escola
O que acompanhaDeclaração de fidelidade assinada e datada
CustoEm geral menor que a juramentada
Quando é exigidaMaioria das candidaturas de graduação nos EUA
Melhor para
O caso mais comum de quem vai para os Estados Unidos

Tradução simples

Qualquer pessoa competente no idioma
Quem fazSem exigência formal de credencial
O que acompanhaNada obrigatório
CustoO menor, ou nenhum
Quando é aceitaRaramente sozinha em candidatura acadêmica
Melhor para
Uso interno e conferência, não para submeter
O que muda de verdade entre elas
1
Quem assina

Na juramentada, quem assina tem fé pública dada pelo Estado brasileiro. Na certificada, quem assina declara que a tradução é fiel e se responsabiliza por isso. Na simples, ninguém declara nada.

2
O documento que acompanha

A tradução certificada costuma exigir um certificado de fidelidade, o certificate of accuracy, com assinatura, data e contato de quem traduziu. Sem esse papel, a tradução vira simples aos olhos de quem recebe.

3
Quem pode ser o tradutor

É aqui que a maioria erra. Em várias universidades americanas, um professor da sua própria escola pode traduzir. Já uma agência de equivalência não aceita nem professor nem você.

O EXEMPLO QUE DESMONTA A CRENÇA

O MIT diz na página de candidatura que a tradução pode ser feita por um serviço profissional ou por um professor da sua escola, e que, se for um professor, ele deve assinar e datar a tradução. A única proibição explícita é você traduzir o seu próprio documento. E o MIT pede que você envie o original junto com a tradução, sempre.

A proibição que vale em todo lugar

Autotradução não é aceita. Não importa que o seu inglês seja excelente: você é parte interessada, e nenhuma instituição aceita que o candidato ateste a fidelidade da tradução do próprio histórico.

Para agência de equivalência, a régua aperta

Se a sua candidatura exigir avaliação de credenciais, a régua é outra. O WES só aceita tradução feita por tradutor profissional, ligado a universidade, agência certificada ou serviço profissional, e exige tradução literal, palavra por palavra. Ele recusa tradução feita pelo candidato, tradução manuscrita, tradução de fotocópia e tradução incompleta. E não traduz para você: nas palavras do próprio WES, esse serviço não é oferecido.

Seção 04

A tradução juramentada mudou, e quase ninguém sabe

A tabela de preço acabou, o tradutor atende o país inteiro e o arquivo digital vale. Isso muda quanto você paga e quem você procura.

Durante décadas, cada junta comercial publicava uma tabela de emolumentos e o tradutor juramentado cobrava por ela. Muito material na internet ainda repete valores dessa época. A Lei 14.195/2021 e a Instrução Normativa DREI nº 52/2022 mudaram isso.

Artigo 29

O preço é livre

A norma diz que é livre a pactuação de preços entre o tradutor e intérprete público e o tomador do serviço, e determina que as juntas comerciais revoguem as resoluções que fixavam preço.

O que fazer

Peça orçamento a mais de um profissional. A diferença entre eles é real.

Artigo 22

Vale em todo o Brasil

O tradutor público exerce a profissão em qualquer estado ou no Distrito Federal, mantendo matrícula na junta do seu domicílio ou de onde mais atua.

O que fazer

Você não precisa de tradutor do seu estado. Procure preço e prazo, não endereço.

Artigo 22, § 1º

A lista é pública

As juntas comerciais são obrigadas a manter em seus sites a relação de todos os tradutores e intérpretes públicos habilitados.

O que fazer

Confira o nome do profissional na lista da junta antes de pagar.

Artigo 30

O arquivo digital vale

As traduções públicas podem ser feitas em meio eletrônico com certificado digital, nos termos da Lei 14.063/2020.

O que fazer

Peça em PDF assinado digitalmente. É o formato que os portais aceitam.

Uma referência que sobrou, e ainda é útil

A tabela da JUCESP para 2026 não fixa mais o preço da tradução ao cliente, mas classifica certificados e diplomas escolares como texto especial, categoria mais cara que a de documentos comuns como passaporte e certidão. Serve para você entender por que o orçamento do histórico costuma vir acima do de um documento simples.

O exercício é personalíssimo

O artigo 24 da mesma norma diz que a função não pode ser delegada. Se uma empresa oferece tradução juramentada, quem assina tem que ser o tradutor matriculado, e o nome dele precisa estar na lista da junta.

Uma alternativa oficial pouco conhecida

EducationUSA

Departamento de Estado dos EUA

A rede oficial de orientação educacional dos Estados Unidos no Brasil faz tradução certificada de documentos acadêmicos para universidades americanas. Você manda o documento digitalizado por e-mail ao centro mais próximo e recebe orçamento e prazo. São mais de 40 centros no país.

educationusa.org.br/institucional/traducao-certificada
Antes de escolher

O EducationUSA não declara que a tradução dele substitui a juramentada. Se o seu destino exige juramentada, ela continua sendo juramentada. Para candidatura de graduação nos Estados Unidos, que costuma pedir tradução certificada, vale pedir os dois orçamentos e comparar.

Seção 05

Apostila de Haia

O carimbo que prova que o seu documento é autêntico. Nem sempre é preciso, e quando é, são duas.

A apostila é um certificado emitido por cartório autorizado que atesta a origem do documento público: a assinatura, o cargo de quem assinou, o selo ou o carimbo da instituição. Ela não diz nada sobre o conteúdo, só que o papel é legítimo. E só funciona entre países signatários da Convenção da Haia.

1
PRIMEIRO
Traduza

O CNJ orienta que, via de regra, traduz-se primeiro o documento que será apresentado no exterior.

2
DEPOIS
Apostile os dois

São dois apostilamentos: um do documento original e outro da tradução, porque são documentos independentes.

3
CONFIRA
Pergunte ao destino

O próprio CNJ recomenda consultar a representação do país de destino, porque alguns exigem tradução feita por nacional deles.

A RESPOSTA OFICIAL PARA A PERGUNTA MAIS COMUM

Perguntado se a tradução de documento brasileiro precisa ser obrigatoriamente juramentada, o CNJ responde: depende da exigência do país em que o documento será apresentado, porque cada país tem procedimentos distintos. Não existe uma regra brasileira que valha para todos os destinos. Quem manda é quem recebe.

Dúvida frequenteO que vale
Preciso apostilar sempre?Não. Depende do que a instituição de destino pede e de o país ser signatário da Convenção.
A tradução juramentada precisa de firma reconhecida?Não. O tradutor público tem fé pública, e o CNJ é explícito nisso.
Uma apostila cobre original e tradução?Não. São duas apostilas, uma para cada documento.
Quanto custa?Não há valor nacional. A Resolução CNJ 228/2016 amarra o emolumento ao custo de uma procuração sem valor declarado em cada estado.
Seção 06

A régua muda por destino

O mesmo histórico, cinco países, cinco exigências diferentes.

Esta tabela é ponto de partida, não palavra final. Mesmo dentro de um país, a exigência costuma ser da universidade ou da agência de equivalência, não do governo. Use para saber o que perguntar, e confirme na página da instituição para onde você vai se candidatar.

DestinoQue tipo de traduçãoApostila
Estados UnidosCertificada e literal, com certificado de fidelidade. Aceita tradução da escola emissora ou de profissional. Autotradução proibida.Depende da instituição
Reino UnidoCertificada, com assinatura, data e contato do tradutor. Universidades e o UK ENIC definem o próprio critério, e costumam preferir tradutor filiado ao ITI, o Institute of Translation and Interpreting, ou a órgão profissional equivalente.Depende da instituição
CanadáCertificada, por tradutor de associação provincial ou, feita fora do Canadá, acompanhada de affidavit, que é a declaração juramentada assinada perante tabelião ou comissário de juramentos. Uma carta simples de precisão não substitui. Documento em francês pode dispensar tradução.Sim, o Canadá aderiu à Convenção em 2024
PortugalEm geral dispensada, por ser o mesmo idioma. A validação recai sobre o apostilamento do documento original.Sim
AlemanhaCertificada por quem é autorizado a traduzir sob juramento ou perante tribunal, ou pelo setor competente da escola emissora. Agência comum sem certificação é recusada.Depende da instituição
Para a Alemanha, dois detalhes que poupam trabalho

A candidatura costuma passar pelo uni-assist, que pede o certificado de Ensino Médio com as notas dos três últimos anos, e que dispensa a tradução da Matriz Curricular quando você já cursou universidade no Brasil. Atenção a uma pegadinha: cópias oficialmente autenticadas têm que chegar em papel, com carimbo e assinatura originais, porque digitalização de cópia autenticada não vale.

Sobre outros destinos

Para Itália e Irlanda, não localizamos regra publicada em fonte oficial no nível de detalhe das linhas acima, e preferimos não preencher com suposição. Nesses casos, escreva para o admissions office da universidade perguntando exatamente isto: que tipo de tradução vocês aceitam, e se exigem apostila. A resposta por e-mail vira o seu documento de referência.

Seção 07

Não existe a escala brasileira

Antes de converter a sua nota, você precisa saber que a escala da sua escola não é a escala do país.

Quem nunca comparou histórico de duas escolas brasileiras costuma achar que existe uma escala nacional. Não existe. O WES, uma das maiores agências de equivalência do mundo, registra que a escala mais comum no Brasil é de 0 a 10 com 5 como nota mínima de aprovação, mas anota que há escolas usando 6 ou 7, e outras usando conceitos de A a D.

Três escolas brasileiras reais, três sistemas diferentes
Escola privada, Brasília

0 a 100, aprovação em 70

O School Profile declara escala de 100 pontos, média 70 para concluir, 75% de presença e o ano dividido em quatro períodos. E informa, por escrito, que a escola não faz ranking dos alunos.

Escola privada, Salvador

0 a 10, aprovação em 6

O School Profile explica que a nota sai da soma de três provas de peso igual, que simulam os vestibulares de USP e UNICAMP e o ENEM, e diz quem elabora cada uma delas.

Instituto federal, Mato Grosso

Técnico integrado, por carga horária

O School Profile descreve o curso em horas: 3.978 horas de currículo mais 300 horas de estágio obrigatório, em três anos, com as disciplinas técnicas listadas ano a ano.

POR QUE ISSO IMPORTA PARA A SUA CANDIDATURA

Se um 7,0 significa coisas diferentes em Salvador e em Brasília, imagine o que ele significa para alguém que nunca ouviu falar de nenhuma das duas. É exatamente esse buraco que o School Profile preenche. Sem ele, o admissor tem um número solto. Com ele, tem um número situado. Por isso as duas últimas seções deste guia são sobre como conseguir que a sua escola faça esse documento.

Antes de usar a calculadora

Pegue o seu histórico e responda três coisas: qual é a nota máxima da escala, qual é a nota mínima de aprovação e se a escola calcula alguma média geral. Sem esses três dados, qualquer conversão é chute.

Seção 08

Calculadora de conversão de escala

Preencha a sua nota e a sua escala. Os três resultados que aparecem são de propósito.

Calculadora 1 Converter a sua nota para a escala americana
Metodo por faixa
B+ 3.3

Faixas de referencia usadas por servicos de equivalencia. E o mais parecido com o que um avaliador faz.

Metodo proporcional
3.40 85%

Regra de tres pura: nota dividida pela maxima, vezes 4. E o que a maioria dos conversores online faz.

A partir da aprovacao
3.25

Ancora a sua nota de aprovacao em 2.0, o piso que as universidades americanas costumam exigir para o aluno seguir, e a maxima em 4.0. Respeita o rigor da sua escola.

Os metodos nao concordam, e e esse o ponto. Nao existe conversao oficial da nota brasileira para o GPA americano. Use estes numeros para se situar, e reporte no formulario a sua nota real, na sua escala. A UC Berkeley Graduate Division escreve, literalmente, que as notas devem ser transcritas, nao convertidas.

Por que três métodos e não um

Porque as tabelas que existem no mundo real não concordam entre si, e apresentar um número só daria a impressão de que existe uma resposta oficial. Não existe.

1
Método por faixa

É o mais parecido com o que uma agência de equivalência faz: cada faixa de nota vira uma letra e um GPA. O problema é que cada agência desenha a faixa de um jeito. O Scholaro, por exemplo, trata toda a faixa de 7,0 a 8,9 como B, enquanto outras agências subdividem essa faixa e são mais generosas com quem está na parte de cima dela. A mesma nota, portanto, pode virar B numa tabela e B mais numa outra.

2
Método proporcional

Regra de três pura: a sua nota dividida pela máxima, vezes 4. É o que a maioria dos conversores online faz. Simples e transparente, mas ignora completamente o rigor da sua escola: trata um 6 de escola dura igual a um 6 de escola generosa.

3
A partir da aprovação

Ancora a sua nota de aprovação em 2.0, que é o piso de GPA que as universidades americanas costumam exigir para o aluno seguir no curso, e a nota máxima em 4.0. Repare que 2.0 é a nota C na escala americana, e não o D, que vale 1.0: o método usa o 2.0 como piso de sobrevivência acadêmica, não como equivalente da sua nota de corte. É o método que mais respeita o contexto, e não é invenção nossa: a NAIA, associação atlética universitária americana, ajusta a conversão justamente conforme a nota de aprovação da escola ser 5,0 ou 6,0.

O que fazer com a diferença entre eles

Nada, além de entender. Se os três métodos dão números diferentes para a mesma nota, é porque a conversão é uma opinião informada, não um fato. Use a faixa mais baixa quando for avaliar se vale a pena tentar uma bolsa competitiva, e a mais alta quando for se animar. No formulário, nenhum dos três: vai a sua nota real.

Seção 09

GPA weighted e unweighted

O que os dois números significam, e por que a escola brasileira quase sempre só tem um deles.

Escala de 0 a 4

GPA unweighted

Cada matéria vale o mesmo. Um A em cálculo avançado e um A em educação física entram com o mesmo peso, 4.0. Mede desempenho, e nada mais.

  • A = 4.0
  • B = 3.0
  • C = 2.0
  • D = 1.0
Escala de 0 a 5

GPA weighted

Matérias de nível avançado ganham pontos extras: em geral 0,5 em Honors e 1,0 em AP ou IB. Mede desempenho e rigor ao mesmo tempo.

  • A em AP = 5.0
  • A em Honors = 4.5
  • A regular = 4.0
  • Teto de 5.0
A PARTE QUE INTERESSA A QUEM ESTUDA NO BRASIL

O peso extra existe porque a escola americana oferece trilhas de dificuldade diferentes e precisa distinguir quem escolheu a mais difícil. A escola brasileira comum não tem Honors nem AP, e portanto não tem o que ponderar. Isso não é uma desvantagem: quem descreve o rigor do seu currículo para o admissor não é um número, é o School Profile da sua escola. Se a sua escola tem IB ou currículo bilíngue, aí sim há o que ponderar, e o School Profile precisa dizer isso.

O que a universidade faz com o seu número

Muitas recalculam o GPA por conta própria, com fórmula interna, para comparar candidatos de sistemas diferentes na mesma régua. O recálculo costuma remover disciplinas não acadêmicas, como educação física e eletivas, e ficar só com o núcleo. Duas consequências práticas: o número que você reporta é ponto de partida, não veredito; e a sua nota nas matérias do núcleo pesa mais do que a média geral sugere.

Seção 10

Calculadora de GPA

Matéria por matéria, na escala da sua escola.

Calculadora 2 Seu GPA unweighted e weighted, materia por materia
GPA unweighted
0.00

Escala de 0 a 4. Ignora a dificuldade da materia.

GPA weighted
0.00

Escala de 0 a 5. Soma 0,5 em Honors e 1,0 em AP ou IB.

Materias somadas
0

Linhas em branco sao ignoradas no calculo.

Se a sua escola nao tem Honors, AP nem IB, deixe tudo em Regular. Nesse caso o weighted vai ser igual ao unweighted, e isso esta certo: o peso extra e uma convencao da escola americana, nao uma nota que voce pode se dar. Quem descreve o rigor do seu curriculo para o admissor e o School Profile da sua escola.

Como usar sem se enganar

Some as matérias do núcleo acadêmico: português, matemática, física, química, biologia, história, geografia e língua estrangeira. Se você incluir educação física e eletivas, o seu número vai ficar mais bonito do que o número que a universidade vai calcular, e a diferença aparece na hora errada.

Se você tem IB

Marque as matérias de IB como AP ou IB na calculadora. O IB tem peso reconhecido internacionalmente e é a exceção brasileira mais comum ao que dissemos na seção anterior.

Seção 11

Como preencher no Common App

Os campos de GPA e class rank, com a orientação oficial e não com o boato que circula.

Esta seção segue o material que o Common App publica para orientadores de alunos internacionais. Vale a pena ler as regras exatamente como elas são escritas, porque três delas contrariam o que se costuma repetir por aí.

Common App › Education › Grades
Education
In progress
Class Rank Reporting
- Choose an option -
COMO PREENCHER
Se a sua escola não faz ranking, o correto é selecionar None, e não deixar em branco. A maioria das escolas brasileiras não ranqueia, e isso não prejudica você.
Cumulative GPA
Report your GPA as it appears on your transcript
COMO PREENCHER
A sua média como ela aparece no histórico, na escala da sua escola. Não converta para 4.0. Se a sua escola não calcula média geral, ou usa uma escala que não está na lista, deixe em branco: o campo não é obrigatório.
GPA Scale
- Choose an option -
COMO PREENCHER
Escala de 0 a 10, selecione 10. Escala de 0 a 100, selecione 100. É este campo que impede o admissor de ler o seu 8,5 como se fosse um GPA americano.
GPA Weighting
WeightedUnweighted
ATENÇÃO
Se a sua escola calcula os dois, a orientação oficial é reportar o weighted. Se calcula um só, marque o que ela calcula.
Você sempre pode usar o campo Additional Information, na seção Writing, para explicar qualquer coisa que os campos acima não deixem claro.
As três frases oficiais que corrigem o boato
O que se costuma dizerO que o Common App orienta
Reporte o GPA mais alto entre weighted e unweightedSe a escola calcula os dois, reporte o weighted
Se a sua escola não ranqueia, deixe o campo em brancoSelecione none no menu
Só reporte GPA se o número for bomYou should report your current Class Rank and GPA, mesmo que eles ainda mudem no ano letivo
O supplement que muitos brasileiros preenchem errado

Na seção de testes, o Common App pergunta se a promoção dentro do seu sistema educacional depende de exames nacionais de conclusão aplicados por uma banca estadual ou nacional. Se você responder que sim, abre uma subseção para listar até dez exames. Pense antes de marcar: no Brasil, a conclusão do ensino médio não depende de um exame nacional, e o ENEM é usado para ingresso na universidade, não para você concluir a escola. Quem fez ENCCEJA para certificar o ensino médio está em situação diferente e deve conversar com o orientador.

Seção 12

O seu calendário não é o deles

Três anos contra quatro, dezembro contra junho. Duas diferenças que geram pendência na candidatura.

Equivalência de séries
No BrasilNos Estados UnidosObservação
9º ano do ensino fundamental9th grade (freshman)Para nós é fundamental, para eles já é o primeiro ano do ensino médio
1º ano do ensino médio10th grade (sophomore)
2º ano do ensino médio11th grade (junior)O ano que mais pesa na leitura do seu histórico
3º ano do ensino médio12th grade (senior)Termina em dezembro, e não em junho
A LINHA QUE FALTA NA MAIORIA DAS TABELAS

O ensino médio brasileiro tem três anos e o americano tem quatro. O WES, ao descrever o sistema brasileiro, registra que o nosso ensino médio corresponde às séries 10 a 12. A consequência é que o 9th grade deles cai no nosso 9º ano do fundamental, e isso tem efeito prático: prêmios e atividades daquele ano contam na candidatura, mesmo que para você aquilo ainda fosse fundamental. Muita gente apaga justamente o ano em que ganhou a primeira medalha.

Sobre as notas do 9º ano

Contar como série do ensino médio não significa que as notas pesem igual. Ex-admissores descrevem que o 9th grade tem alguma tolerância, porque é ano de transição, mas que ele continua no registro e é visto. O sistema da Universidade da Califórnia, por exemplo, não inclui o 9º ano no cálculo do GPA dele, mas olha as notas e as escolhas de matéria assim mesmo. Vale saber que esse cálculo da UC é ainda mais restrito do que parece: ele considera apenas as disciplinas da lista A-G e aplica um teto aos pontos extras de matérias avançadas. Ou seja, um GPA que você calcule em casa tende a sair maior do que o que a UC vai reconhecer.

O problema do mid-year report, e a resposta oficial

O calendário americano vai de agosto a junho, então o mid-year report deles cai naturalmente em janeiro ou fevereiro, com as notas do primeiro semestre do último ano. Para você isso não existe: em dezembro você já se formou. Essa pergunta é feita com tanta frequência que o Common App a respondeu por escrito no material para orientadores internacionais.

1
ORDEM OBRIGATÓRIA
School report primeiro

O coordenador precisa submeter o School Report antes de conseguir enviar mid-year report, optional report ou final report. Sem isso, os outros formulários nem abrem.

2
QUANDO ENVIAR
Assim que a nota existir

A orientação oficial é enviar o mid-year assim que as notas do primeiro semestre ou trimestre estiverem disponíveis, e não numa data fixa do calendário americano.

3
ATENÇÃO
Ninguém lembra o coordenador

O sistema do Common App não envia lembrete desses formulários. Se você não acompanhar, o prazo passa sem que ninguém perceba.

O que fazer, na prática

Como você conclui o ensino médio em dezembro, o seu histórico já está completo quando a maioria das universidades espera um mid-year. Combine com o coordenador: ele envia o histórico completo com o certificado de conclusão no School Report, e usa o campo do mid-year para reenviar o mesmo documento, de modo que a candidatura não fique com pendência aberta no sistema.

Seção 13

O School Profile é o documento que falta

Ele não fala de você, e por isso mesmo é o que mais muda como você é lido.

O School Profile é um documento de uma ou duas páginas, escrito pela escola, que dá contexto sobre a comunidade escolar: quem estuda ali, o que é oferecido, como se avalia, para onde os formandos vão. Ele acompanha o School Report de todos os alunos daquela escola.

70%+
das candidaturas pelo Common App levam um School Profile
1 a 2
páginas é o tamanho recomendado
14
elementos que a pesquisa aponta como mais importantes
O DADO QUE VOCÊ PODE MOSTRAR PARA A SUA ESCOLA

Mais de 70% das candidaturas enviadas pelo Common App chegam com um School Profile anexado pelo orientador ou por um funcionário da escola. E o Common App observa que as candidaturas que não levam esse documento vêm desproporcionalmente de alunos de escolas pequenas, novas, rurais ou de rede alternativa. Traduzindo para o seu caso: sem o School Profile, você não fica neutro, você fica no grupo que é lido sem contexto.

Como ele chega ao admissor
1
A escola sobe uma vez

O coordenador faz upload do School Profile na área dele do sistema de recomendação. Escola que usa plataforma integrada de orientação educacional gerencia por lá, e algumas instituições recebem histórico por provedores de documento eletrônico, como Parchment, Scoir e SPEEDE. No Brasil o caminho normal é o upload direto, mas se a universidade pedir envio por um desses serviços, é o coordenador quem opera.

2
O sistema anexa sozinho

Quando o coordenador submete o School Report de cada aluno, o Common App inclui o School Profile automaticamente. Ele não precisa reenviar a cada aluno.

3
Você não participa

Você não anexa, não edita e não vê. O que você pode fazer é pedir com antecedência e levar um modelo pronto, que é o que a próxima seção resolve.

Se a sua escola nunca ouviu falar disso

É o caso mais comum no Brasil, e não é motivo para constrangimento. A conversa que funciona não é vocês precisam fazer um documento, e sim existe um modelo pronto, de duas páginas, e eu trouxe três exemplos de escolas brasileiras que já fizeram. Escola nenhuma se recusa a explicar o próprio sistema de notas: o que trava é não saber por onde começar.

Seção 14

O que um School Profile precisa ter

A lista oficial, em quatro blocos, para você entregar pronta ao seu coordenador.

Esta lista vem do material que o Common App publica junto com a NACAC, a associação americana de orientadores educacionais, e se apoia em pesquisa acadêmica sobre quais elementos do School Profile mais afetam a leitura de uma candidatura.

Bloco 1

Currículo acadêmico

O que a escola oferece e o que ela exige.

  • Lista de disciplinas oferecidas
  • Requisitos para concluir o ensino médio
  • Visão geral do currículo
  • Políticas da instituição
Bloco 2

Sistema de notas

Como se avalia e como se compara.

  • Política de avaliação e escala usada
  • Se há ou não ranking de turma
  • Distribuição de notas da turma
Bloco 3

Destino dos formandos

O que acontece com quem sai dali.

  • Percentual que segue para o ensino superior
  • Universidades em que os formandos entraram
  • Resultados em exames padronizados
Bloco 4

Comunidade

Onde a escola fica e quem ela atende.

  • Panorama da comunidade
  • Contexto do bairro e da região
  • Perfil dos estudantes
  • Número de alunos matriculados
O elemento que mais falta em School Profile brasileiro

A distribuição de notas da turma. É a informação que responde a pergunta que o admissor realmente tem: um 8,5 nessa escola é comum ou é raro? Uma linha basta, no formato 25% dos alunos ficaram entre 8,5 e 10. Sem isso, ele fica só com o seu número absoluto.

As recomendações oficiais de formato
RecomendaçãoPor quê
Uma a duas páginasO admissor lê dezenas de candidaturas por dia e precisa achar a informação rápido
Bullets, tabelas e gráficos no lugar de parágrafosO documento é consultado, não lido de ponta a ponta
Cuidado com linksQuem lê a candidatura pode não conseguir clicar. Use endereço curto ou QR code
Todos os orientadores reportando o mesmo dadoDivergência entre versões levanta dúvida sobre a escola inteira
Atualizar todo anoCurrículo e destino dos formandos mudam
Publicar no site da escolaCom nome de arquivo fácil de buscar, para o aluno achar sozinho
Como achar o School Profile da sua escola
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COMECE AQUI
Pergunte ao coordenador

A pergunta exata é: a escola tem um school profile em inglês para candidaturas ao exterior?

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SE NÃO SOUBER
Procure no site

Busque pelo nome da escola somado a school profile. Escolas que já enviaram alunos para fora costumam ter um PDF publicado.

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SE NÃO EXISTIR
Leve um modelo

Mostre os exemplos abaixo e a lista de 14 elementos. É muito mais fácil adaptar do que criar do zero.

Três modelos reais de escolas brasileiras

Temos exemplos de School Profile de uma escola privada de Brasília (escala 0 a 100, quatro períodos, declara não ranquear), de uma escola privada de Salvador (escala 0 a 10, explica a composição da nota, lista destino dos formandos e traz o código CEEB) e de um instituto federal de Mato Grosso (técnico integrado, currículo em carga horária, contexto socioeconômico da região). Peça na área do aluno: são a forma mais rápida de mostrar ao seu coordenador o que se espera do documento.

Um detalhe que quase ninguém preenche

O código CEEB é o identificador que o College Board dá às escolas, e escolas brasileiras que já enviaram alunos para os Estados Unidos costumam ter um. Ele aparece no School Profile e identifica a sua escola nos sistemas americanos. Pergunte ao coordenador se a escola já tem o dela.

Seção 15

Como admissores leem o seu histórico

Contexto antes de nota, e trajetória antes de média.

Quem lê a sua candidatura costuma ser responsável por uma região específica do mundo e conhece as escolas dela. A primeira coisa que essa pessoa faz não é olhar a sua média: é olhar o School Profile e perguntar o que estava disponível para você.

Pergunta 1

O que estava disponível?

Quantas matérias avançadas a sua escola oferecia? Se eram duas, ninguém espera que você tenha feito oito. Você é avaliado dentro do que era possível, e não dentro de um cenário ideal.

Pergunta 2

O que você deixou na mesa?

Dado o que existia, você escolheu o caminho mais exigente? A anotação que o admissor faz na sua ficha é literalmente sobre o que você não aproveitou do que estava ali.

A FRASE QUE RESUME A HIERARQUIA

Nas palavras de dois ex-admissores, notas máximas sem desafio não impressionam tanto quanto um B em curso rigoroso, porque a escolha do caminho difícil mostra disposição a se esticar. O padrão ideal continua sendo nota alta em curso difícil, mas entre as duas coisas, o rigor conta a favor. E vale a recíproca: acumular matérias avançadas e tirar nota medíocre em metade delas é o pior dos mundos.

O que eles olhamO que isso comunica
Tendência ao longo dos anosCurva de melhora é a história mais convincente que um histórico conta
O 11º ano em especialÉ o ano mais recente completo, e o mais citado como o que mais pesa
Consistência nas matérias do núcleoPortuguês, matemática, ciências, humanas e língua estrangeira
Relevância para o curso pretendidoQuem quer engenharia é lido com atenção redobrada em matemática e física
Quedas isoladasLevantam pergunta, e pergunta sem resposta o admissor responde sozinho, para pior
Sobre o último ano

Ofertas podem ser revogadas por queda drástica de desempenho no último ano, mas a régua descrita por quem trabalhou em admissões é grande: falam de cair de A para C, e não de A para A menos. O motivo maior para não desacelerar não é medo, é preparo para o primeiro ano de universidade.

Seção 16

Nota baixa e contexto

Silêncio é a pior resposta, porque o admissor preenche o vazio sozinho.

A regra geral

Se houve uma queda com causa, explique. Doença, luto, mudança de cidade, dificuldade familiar, problema de saúde mental. Diga o que aconteceu, quando, e principalmente como você se recuperou. O foco é a recuperação, não o drama.

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Use o Additional Information

É o campo, na seção Writing, feito para contexto que os outros campos não comportam. Vale tanto para queda de nota quanto para explicar escolha de matéria: um subtítulo curto do tipo course context e algumas linhas objetivas resolvem.

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Deixe o coordenador saber

A carta do coordenador é o outro lugar onde o contexto aparece, e com mais peso, porque vem de terceiro. Conte a ele o que houve, em vez de esperar que ele adivinhe.

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Mostre a recuperação no documento mais recente

Como você se forma em dezembro, o seu histórico completo é a última coisa que eles veem. Terminar bem o 3º ano é a prova mais concreta de que a dificuldade ficou para trás.

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Aumente o rigor com cautela

Assumir matéria mais difícil e ir bem mostra que o problema era circunstância, não capacidade. Mas assumir matéria difícil e tirar nota baixa piora exatamente o que você queria consertar.

Se a situação foi grave

O Common App tem um campo específico, o Challenges and Circumstances, com 250 palavras, para circunstâncias significativas como doença grave, morte na família ou situações extremas. Ele fica dentro do Additional Information, que por sua vez tem 300 palavras. Se o seu caso for desse tipo, use o campo próprio e guarde o Additional Information para os outros contextos.

Reprovação aparece, e tudo bem

O histórico é enviado pela escola e reflete a sua vida escolar inteira, inclusive reprovação. Não tente omitir, porque não é você quem envia. O que pesa contra não é a reprovação: é a falta de explicação e a ausência de melhora depois dela.

Seção 17

Checklist

O que precisa estar resolvido antes de você submeter. Fica salvo nesta sessão.

DOCUMENTOS E TRADUÇÃO
NOTAS E FORMULÁRIO
ESCOLA E COORDENADOR
CONTEXTO
Seção 18

Perguntas frequentes

As dúvidas que mais aparecem sobre tradução, escala e formulário.

Depende de quem vai receber o documento, e essa é a resposta oficial do CNJ: a exigência é do país e da instituição de destino, não do Brasil. Para candidatura de graduação nos Estados Unidos, o comum é tradução certificada, e várias universidades aceitam que um professor da sua escola traduza, assine e date. Para avaliação de credenciais por agência como o WES, a régua é mais dura e só vale tradutor profissional. Pergunte antes de contratar, porque a diferença de custo é grande.

Não existe mais uma tabela oficial. A Instrução Normativa DREI 52/2022 estabeleceu que o preço é livremente negociado entre o tradutor e o cliente, e mandou as juntas comerciais revogarem as resoluções que fixavam valores. Peça orçamento a mais de um profissional, e lembre que o tradutor pode atuar em qualquer estado, então você não está restrito à sua cidade.

Não. Essa é uma das poucas regras que valem em todos os destinos. Você é parte interessada, e nenhuma instituição aceita que o próprio candidato ateste a fidelidade da tradução do documento dele. O MIT, por exemplo, é explícito ao permitir professor ou serviço profissional e proibir a autotradução.

Não. Reporte a sua média como ela aparece no histórico e selecione a escala correta no campo próprio. A UC Berkeley Graduate Division escreve que as notas devem ser transcritas, e não convertidas. Muitas universidades recalculam o GPA com fórmula interna de qualquer forma, e uma conversão feita por você só cria divergência entre o que declarou e o que o histórico mostra.

Reporte a média nessa escala mesmo e selecione 100 no campo de escala. É uma das opções previstas. Não divida por dez para fingir uma escala de 0 a 10.

Deixe o campo de GPA em branco. A orientação oficial do Common App é que, se a escola não calcula média cumulativa, ou se usa escala que não está entre as opções, o campo fica vazio, e ele não é obrigatório para submeter. O seu histórico continua sendo enviado normalmente e é ele que fala por você.

Não. Mais da metade das escolas americanas também não faz. Selecione none no menu, em vez de deixar em branco. O que substitui o ranking é o School Profile, especialmente se ele trouxer a distribuição de notas da turma, que mostra que percentual dos alunos ficou em cada faixa. Assim o admissor sabe se a sua nota é comum ou rara sem precisar de uma posição exata.

Se a sua escola calcula os dois, o Common App orienta reportar justamente o weighted. O que não vale é calcular um weighted por conta própria: o peso extra é uma convenção da escola americana, e quem informa o rigor do seu currículo é o School Profile da sua escola, não um número que você inventou.

Para a maioria das candidaturas de graduação, não. O histórico oficial com a tradução aceita pela universidade basta. A avaliação de credenciais costuma aparecer em pós-graduação, em alguns programas específicos e em processos de bolsa. Verifique nos requisitos antes de gastar, porque avaliação de credenciais custa caro e demora.

É a situação mais comum no Brasil. Leve pronto o que a escola precisa: a lista dos 14 elementos, a recomendação de tamanho de uma a duas páginas e os modelos reais de escolas brasileiras que temos na área do aluno. Nenhuma escola se recusa a explicar o próprio sistema de notas. O que trava é não saber por onde começar.

O Common App orienta que o coordenador envie assim que as notas do primeiro semestre ou trimestre estiverem disponíveis, e não numa data fixa. No seu caso, o histórico já está completo, então o caminho é ele enviar o histórico completo com o certificado de conclusão e usar o campo do mid-year para reenviar, evitando pendência aberta. Lembre que o School Report tem que ser submetido antes, e que o sistema não manda lembrete.

Não é uma escolha sua: o histórico é enviado pela escola e mostra a sua vida escolar completa. O que você escolhe é se vai explicar ou não. Uma reprovação com contexto e com melhora posterior pesa muito menos do que uma reprovação sem nenhuma palavra a respeito.

Seção 19

Resumo em uma tela

O guia inteiro, para revisar antes de falar com a sua escola.

Histórico, tradução e GPA
o que você precisa resolver
01

Traduzir

  • Régua é de quem recebe
  • Certificada resolve a maioria nos EUA
  • Professor da escola pode traduzir
  • Autotradução nunca
  • Original sempre junto
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No Brasil

  • Preço livre desde 2022
  • Tradutor atende o país todo
  • Lista pública na junta
  • PDF assinado vale
  • EducationUSA é alternativa
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Apostila

  • Só entre países signatários
  • Traduz primeiro, apostila depois
  • São duas apostilas
  • Custo varia por estado
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Converter

  • Traduzir não é converter
  • Tabelas não concordam
  • Serve para você se situar
  • No formulário vai a nota real
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No formulário

  • Escala 10 ou 100
  • Weighted se a escola tem os dois
  • None se não há ranking
  • Em branco se não há média
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Calendário

  • 9º ano do fundamental = 9th grade
  • 1º, 2º e 3º = 10th, 11th e 12th
  • School report vem primeiro
  • Mid-year quando a nota sair
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School Profile

  • 70% das candidaturas levam
  • 1 a 2 páginas
  • 14 elementos
  • Distribuição de notas é o que falta

A sua nota não viaja sozinha. O que faz um 8,5 significar alguma coisa em outro país é o documento que explica de onde ele veio.

Boa candidatura · Equipe Iuvenis
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