O Stipendium Hungaricum é uma das bolsas mais completas disponíveis para brasileiros — cobre mensalidade, moradia e ainda paga uma bolsa mensal. E a candidatura passa pelo Brasil, via CAPES.

Criado em 2013 pelo governo húngaro, o Stipendium Hungaricum tem como objetivo atrair estudantes internacionais para as universidades da Hungria. O Brasil faz parte do grupo de países parceiros, o que significa que brasileiros não se candidatam diretamente ao programa húngaro — a inscrição é feita pela CAPES, agência federal brasileira que intermedia o processo a cada edital anual.

Isso é importante porque muda toda a lógica de candidatura. Não é você versus estudantes do mundo todo — é você versus outros brasileiros que também se candidataram naquele edital. A competição é menor do que parece.

O que a bolsa cobre

O Stipendium Hungaricum cobre mensalidade 100% nas universidades parceiras húngaras, moradia em alojamento universitário, bolsa mensal em dinheiro e seguro de saúde parcial. O valor da bolsa mensal varia por nível: aproximadamente €110 para graduação e €350 para doutorado. Passagem aérea não está incluída — esse é um custo que fica por conta do estudante.

As universidades húngaras participantes incluem a University of Debrecen, Budapest University of Technology (BME), University of Pécs e Corvinus University of Budapest, entre outras. Programas estão disponíveis em húngaro e em inglês, dependendo da área e da instituição.

Como é o processo de seleção

O edital anual abre geralmente em outubro ou novembro, com prazo final em janeiro ou fevereiro. Você se candidata pelo portal da CAPES, escolhendo até três opções de programa e universidade. A seleção tem duas etapas: triagem brasileira (pela CAPES) e aprovação húngara (pela universidade escolhida).

Os documentos exigidos geralmente incluem diploma ou histórico escolar, curriculum vitae, carta de motivação, comprovante de proficiência em inglês (ou húngaro, dependendo do programa) e duas cartas de recomendação. Toda a documentação deve estar traduzida para o inglês.

O programa não define nota mínima nacional — cada universidade húngara estabelece seus próprios critérios. Desempenho acadêmico sólido é necessário, mas não é o único fator.

Dicas para aumentar suas chances

Primeiro: pesquise as universidades e programas antes de escolher. A Hungria tem áreas de excelência reconhecidas — medicina, engenharia, agronômia e ciências naturais. Escolher um programa alinhado à trajetória acadêmica aumenta a coerência da candidatura.

Segundo: a carta de motivação precisa mencionar especificamente a Hungria e o programa escolhido. Cartas genéricas, que poderiam ter sido escritas para qualquer país, são facilmente identificadas e penalizam a candidatura.

Terceiro: verifique os requisitos de idioma com antecedência. Programas em inglês geralmente pedem IELTS 5.5 ou TOEFL 72 no mínimo. O DET é aceito por algumas universidades, mas verifique caso a caso no portal da instituição escolhida.

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Perguntas frequentes

O Stipendium Hungaricum aceita brasileiros?

Sim. O Brasil é um dos países parceiros do programa. Brasileiros se candidatam através da CAPES (capes.gov.br) a cada edital anual.

O que o Stipendium Hungaricum cobre?

Mensalidade 100%, moradia em alojamento universitário, bolsa mensal em dinheiro (aprox. €110 para graduação e €350 para doutorado) e seguro de saúde parcial. Passagem aérea fica por conta do estudante.

Qual o prazo para candidatura ao Stipendium Hungaricum?

As inscrições no Brasil abrem geralmente em outubro/novembro via CAPES, com prazo final em janeiro/fevereiro. Acompanhe o edital anual em capes.gov.br.

Qual nota mínima preciso para o Stipendium Hungaricum?

O programa não define nota mínima nacional — cada universidade húngara define seus próprios critérios. Bom desempenho acadêmico geral é necessário para a seleção.